Entidade considera que a votação do projeto que institui o feriado de São João Batista foi precipitada e afirma que não houve tempo suficiente para análise dos impactos econômicos e debate com os setores organizados do município.
A Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Rondonópolis (ACIR) manifesta preocupação com a aprovação, em regime de urgência, do projeto de lei que institui o dia 24 de junho, em homenagem a São João Batista, como novo feriado municipal. A matéria foi aprovada pela Câmara Municipal na sessão realizada nesta quarta-feira (1º), com 18 votos favoráveis, e segue para sanção do Poder Executivo.
A entidade ressalta que respeita profundamente a fé cristã, a Igreja Católica e a importância histórica e religiosa de São João Batista para Rondonópolis. Entretanto, reafirma que sua manifestação sempre esteve restrita aos impactos econômicos que um novo feriado poderá provocar sobre o comércio, a indústria, os prestadores de serviços, os pequenos empreendedores e a geração de empregos.
Na avaliação da ACIR, a tramitação e votação da proposta ocorreram de forma precipitada. A entidade entende que não havia urgência que justificasse a apreciação imediata da matéria, uma vez que o feriado somente produzirá efeitos em 24 de junho de 2027, permitindo tempo suficiente para um debate mais amplo e criterioso.
Para a associação, temas que afetam diretamente a economia do município e a produtividade devem ser discutidos com transparência, planejamento e ampla participação da sociedade organizada. A aprovação em regime de urgência, segundo a ACIR, acabou reduzindo o espaço para que entidades representativas pudessem apresentar estudos técnicos, avaliar os impactos econômicos da medida e contribuir para o aperfeiçoamento da proposta.
Vale destacar que, antes de ocorrer a votação, foi protocolado pela Acir uma manifestação oficial junto à Câmara Municipal expondo seu posicionamento contrário à criação do novo feriado, deixando claro que a entidade não se opõe às homenagens ao padroeiro de Rondonópolis, mas entende que elas podem e devem ser valorizadas por meio de celebrações religiosas, culturais e institucionais, sem a necessidade de criação de um novo feriado municipal.
A entidade reforça que continuará acompanhando a tramitação da matéria e defendendo o diálogo entre o poder público e o setor empresarial, sempre em busca de soluções que conciliem o respeito às tradições religiosas com a preservação do ambiente de negócios, contribuindo para o desenvolvimento econômico de Rondonópolis.